28.5.12
25.9.09
4.2.09

Este Ciclo de Conferências, que decorre no âmbito da Exposub/Nauticampo 2009, inclui algumas intervenções que me parecem muito interessantes. Designadamente as que se referem a Fotografia Subaquática, no Domingo, dia 15 de Fevereiro. Pode ser visitado na FIL - Feira Internacional de Lisboa, em pleno Parque das Nações - Lisboa.
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14.1.09
8.12.08
16.11.08
A estrutura e o aspecto visual? Os conteúdos? O tipo de vocabulário? A quantidade de leitores e de comentários? A meu ver, não é nada disso: o mais importante é o empenho!
Para que haja empenho é necessária motivação. Esse é um aspecto essencial. Esta questão da motivação funciona por fases. No princípio, em que tudo ainda é novo, a motivação existe em quantidades quase infinitas. Mas esse sentimento pode ser apenas virtual. Aos poucos, os nossos sentimentos vão-se alterando, em especial se as expectativas iniciais não forem correspondidas no que respeita ao envolvimento e ao feedback dos leitores. Acabamos por perder a confiança nas nossas capacidades de blogger, desanimamos, desistimos. Uma vez perdida a confiança e a motivação iniciais, será muito mais difícil voltarmos a entrar nesta aventura de criar e manter um blogue.
Como é que se pode evitar este penoso e frustrante caminho? Não há fórmulas para isso. Mas é compreensível que, se tivermos alguns cuidados, poderemos evitar esta armadilha. Um desses cuidados tem a ver com sabermos exactamente o que queremos fazer com o blogue. Quais são as nossas intenções e objectivos. Se não soubermos o que queremos, dificilmente o conseguiremos alcançar. Isso serve para a vida do dia-a-dia, e também para sabermos qual pode ser o nosso papel na blogosfera.
Outro aspecto a ter em atenção antes de iniciarmos o nosso blogue é escolher a área onde nos queremos situar. Ou seja, vamos tratar de quê? Assuntos de carácter genérico ou especializado? Sobre desporto ou economia? Literatura ou ciências? Culinária ou poesia? Divulgação científica ou fotografia subaquática? Na prática, o melhor a fazer é tratarmos daquilo que entendemos, dos assuntos em que melhor nos movimentamos. Em última análise, se tivermos dificuldade em escolher podemos sempre falar de nós, do nosso dia-a-dia, daquilo que nos interessa, dos estados de alma ou até das preocupações. Ou seja, um blogue essencialmente intimista e pessoal.
Por outro lado ainda, temos que ser activos, participativos e empenhados no que respeita às vivências e às matérias sobre as quais queremos transmitir algo aos nossos leitores. É por isso que eu vejo a blogosfera como uma realidade que nos pode ajudar a ser mais atentos e mais críticos em relação ao que nos rodeia. Por outras palavras, ser blogger interage de forma positiva com as nossas vivências.
Mas atenção: em relação a tudo isto há um ponto prévio essencial: tem que existir substância, ou seja, capacidade de produzir conteúdos com suficiente interesse do ponto de vista dos possíveis leitores/visitantes. Caso contrário, por mais bonito que o blogue possa ser em termos visuais, e mesmo que estejamos a abordar a nossa área de preferência, o seu sucesso está em causa desde o início. Ninguém estará interessado em visitar um blogue que não o cative, que não o motive a lá voltar.
Um último aspecto igualmente importante, está relacionado com a forma como desenvolvemos os conteúdos a publicar no nosso novo espaço. É conveniente termos em atenção que estamos a escrever para alguém, mas não para nós próprios. Não deveremos escrever para o nosso ego: é um erro. Não vos parece?
13.11.08
Um blogue? O que é isso dos blogues? Perguntei eu, quando alguém me falou de um espaço na Internet onde se relatavam em directo as trágicas circunstâncias do que se ia passando em Bagdad, por altura da invasão do Iraque. Naquele tempo, percebi desde logo, essa era a única fonte de informação “em directo” sobre o que acontecia por lá. E foi assim ao longo de vários dias.
Já não me lembro do nome desse blogue, de fundo negro com letras brancas. Mas foi aí que percebi a importância que pode assumir um simples espaço online. Desde logo, por ser de acesso quase universal, o que não acontece com outros meios de comunicação. Mas também por, através de um simples passe-de-mágica, poder transformar qualquer um de nós num comunicador sem igual. E essa é, a meu ver, a grande característica de um blogue: permite-nos comunicar e chegar a uma vasta audiência de forma muito simples.
Teoricamente, um blogue será um espaço online ou, como muitos provavelmente dirão, um website cheio de textos e conjugações de cores, onde esses textos e demais informação são ordenadas de forma cronológica inversa, do mais recente para o mais antigo. É verdade, mas isso é ser redutor na abordagem. Um blogue é muito mais que um sítio onde se coloca, ou onde se publica informação e se fica à espera dos ecos das impressões dos leitores. É, bem vistas as coisas, também um poderoso meio de comunicação. Não creio, no entanto, que seja um meio de comunicação social. Faltam-lhe, para tal, algumas características intrínsecas a tal conceito. Mas que é um interessante e versátil meio de comunicação, lá isso é!
Um blogue também é, em certos casos, um instrumento terapêutico, na medida em que pode ser um escape ou uma ocupação. O que, à luz da Psicologia, ajuda a alcançar os equilíbrios necessários no nosso dia-a-dia. Um blogue pode ainda constituir-se como um instrumento de reflexão, uma maneira de compartilhar pensamentos e sentimentos. Ou seja, o nosso blogue é um pouco de nós mesmos.
Através de um blogue podemos informar, divulgar, opinar, comentar, influenciar, ajudar a criar e moldar opiniões, dar a conhecer sentimentos, estados de alma, amores ou paixões, defender coisas, causas, princípios ou situações, dar, emprestar, comprar ou vender, procurar, encontrar, saber e aprender, … …
Praticamente todas as áreas do conhecimento e da acção humana passaram a utilizar também a blogosfera como veículo de transmissão de informação. Para não ir mais longe, veja-se o caso da utilização intensiva de blogues no âmbito das campanhas presidenciais de 2008, nos EUA. Até em Portugal, cá do outro lado do Atlântico, foi criado um blogue (aliás, de excelente qualidade, no âmbito de uma tese de Mestrado) exclusivamente para cobrir e informar sobre tudo o que respeita a essas eleições.
12.11.08
O
Apesar disso, há assuntos que sobressaem, de que são exemplo as questões relacionadas com a visibilidade do blogue, o tempo (que é um bem muito escasso) dedicado ao blogue ou os problemas derivados do mau uso do anonimato, em especial nas caixas de comentários.
Neste Encontro de Blogs Borba 2008 em que tive oportunidade de participar, tentei lançar alguns temas para debate, alguns dos quais foram "captados" e discutidos pelos restantes bloggers presentes.

Estes são os temas que propus para eventual discussão/debate:
- Em vossa opinião, haverá alguma relação entre escrever em blogues e a melhoria do domínio da língua portuguesa?
- Que importância tem a gestão do tempo que gastamos com os nossos próprios blogues? (O tempo, visto como um bem cada vez mais escasso)
- Qual a vossa opinião sobre a (quase) inexistência de bloggers com idades abaixo dos 18/20 anos? (sem contar com os blogues criados em ambiente escolar). Que razões estarão na origem dessa realidade?
- Por certo têm conhecimento sobre os chamados “Blogues fechados”, de acesso limitado a leitores convidados. Será que este tipo de blogues tem cabimento no actual panorama da nossa blogosfera? Qual a importância deste tipo de blogues e em que circunstâncias se poderá justificar a sua utilização?
- O “anonimato” na blogosfera. Segundo alguns, o anonimato é a verdadeira doença dos blogues (no nosso país, há mesmo quem lhe chame o “submundo”); segundo outros, a possibilidade de publicar ou comentar anonimamente permite a denúncia de situações irregulares que, de outra forma, passariam sem nos apercebermos. Será o anonimato uma realidade a incentivar, ou antes pelo contrário?
- Responsabilidade de quem publica ou de quem comenta nos blogues. Em situações de comentários com manifesto atentado à honra, à credibilidade ou ao bom-nome de outrem, quem deve ser responsabilizado? O próprio autor do comentário? O autor do blogue? Nenhum? Ambos?
- A relação entre os blogues e os poderes instituídos. Por exemplo, ao nível político, serão os blogues bem vistos pela classe política actual? E em relação aos meios de comunicação social ditos tradicionais, será que eles vêm os blogues como uma ameaça, ou antes pelo contrário?
- Publicidade nos blogues. Os blogues devem incluir publicidade nas suas páginas? E, se assim for, deverá a mesma ser explícita de forma a não deixar dúvidas sobre o que se trata, ou tanto faz …. o autor do blogue é quem sabe.
- Criação de blogues com fins exclusivamente comerciais. Será matéria que mereça ser debatida? Ou trata-se apenas de mais um tipo de blogues, iguais a tantos outros?
- Que tendências observam na blogosfera? Que tipo de evolução julgam que os blogues irão ter no futuro? Irão os blogues acabar e ser substituídos por formas alternativas de comunicação? Ou haverá indícios de que a evolução será no sentido oposto, continuando os blogues a ser uma plataforma privilegiada de publicação online?
10.11.08
T

8.11.08
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